Trabalho e salários no mundo
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O Brasil no mapa mundial do trabalho: desemprego em queda, participação estável

Acompanhando as estatísticas mundiais sobre Trabalho e salários

Dados de 187 países e territórios

Taxa de desemprego5.97%
109º de 187 (2025)
Taxa de atividade63.14%
83º de 187 (2025)
Trabalhadores por conta de outrem (% do emprego)69.71%
88º de 187 (2025)
Rácio mulheres/homens na taxa de atividade72.8%
120º de 187 (2025)
Emprego na indústria20.21%
77º de 187 (2025)

O trabalho no mundo em cinco indicadores

Esta apresentação percorre cinco indicadores de trabalho publicados pelo Banco Mundial a partir de estimativas modeladas da OIT. Cada quadro mostra o ranking dos países, o valor e a posição do Brasil e a linha de evolução desde 2014. Os dados vêm todos da mesma base do World Development Indicators.

Unemployment rate109Brasil: 5,97% de desemprego, 109º entre 187 países
Labour force participation rate83Brasil: 63,139% de participação na força de trabalho, 83º entre 187 países
Wage and salaried workers88Brasil: 69,7061% de assalariados no total de ocupados, 88º entre 187 países
Female-to-male participation ratio120Brasil: razão de participação feminina/masculina de 72,7958%, 120º entre 187 países
Employment in industry77Brasil: 20,2131% do emprego na indústria, 77º entre 187 países

Em cada quadro, leia primeiro a posição do Brasil e depois compare com o valor mundial mostrado ao lado. Não compare valores entre quadros diferentes: as unidades medem coisas distintas e o sentido do ranking muda — no desemprego a 1ª posição é o menor valor, nos demais é o maior.

Pontos principais

O Brasil ocupa hoje uma posição intermediária no conjunto dos cinco indicadores de trabalho reunidos aqui. A taxa de desemprego é de 5,97%, o que coloca o país na 109ª posição entre 187 países — abaixo do valor mundial de 4,791%, ou seja, com desemprego superior à média global. A taxa de participação na força de trabalho, 63,139%, fica na 83ª posição e supera o valor mundial de 60,9793%; a proporção de assalariados, 69,7061%, ocupa a 88ª posição e está bem acima do valor mundial de 53,5899%. Os dois indicadores restantes ficam mais atrás: a razão de participação feminina em relação à masculina é de 72,7958% (120ª posição) e o emprego na indústria, 20,2131%, ocupa a 77ª posição, abaixo do valor mundial de 23,661%.

*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators (estimativas modeladas da OIT).*

O valor mais recente do indicador central

O indicador que abre esta edição é a taxa de desemprego. No Brasil ela é de 5,97% em 2025, o que corresponde à 109ª posição entre 187 países. Vale notar que, neste indicador, a ordem do ranking vai do menor para o maior valor: a 1ª posição é do país com menos desemprego. O valor mundial é de 4,791%, portanto o número brasileiro está cerca de 1,18 ponto percentual acima dele.

*Fonte: Banco Mundial — "Unemployment, total (% of total labor force) (modeled ILO estimate)", SL.UEM.TOTL.ZS.*

Quem está no topo e quem está na base

No topo da lista de menor desemprego aparecem Catar (0,13%), Camboja (0,263%), Níger (0,394%), Tailândia (0,781%) e Burundi (0,922%) — uma mistura de países exportadores de petróleo e países de renda baixa, o que sugere que a forma de medir o desemprego e o peso da ocupação informal influenciam o resultado. Na outra ponta estão Essuatíni (34,202%), África do Sul (32,391%), Djibuti (26,015%), Botsuana (24,477%) e Palestina (24,42%), com forte concentração na África Austral. O Brasil, com 5,97%, está mais próximo do meio da tabela: são 5,84 pontos acima do Catar e 28,23 pontos abaixo de Essuatíni.

*Fonte: Banco Mundial — SL.UEM.TOTL.ZS (estimativa modelada da OIT).*

Como mudou nesta última década

A taxa de desemprego brasileira era de 6,755% em 2014, subiu até 13,697% em 2020 e recuou para 5,97% em 2025 — uma queda de 7,73 pontos desde o pico e de 0,785 ponto em relação a 2014. A participação na força de trabalho foi de 64,039% em 2014 a 60,479% em 2020 e voltou a 63,139% em 2025, ainda 0,9 ponto abaixo do início da série. A proporção de assalariados caiu de 70,6381% para 66,4828% em 2021 e recuperou-se para 69,7061%. A razão feminino/masculino subiu de 69,4913% para 72,7958% (3,3 pontos), o maior avanço entre os cinco. Já o emprego na indústria recuou de 23,5736% para 20,2131%, uma perda de 3,36 pontos, sem retomada visível na série.

*Fonte: Banco Mundial, WDI — séries 2014–2025 dos cinco indicadores (estimativas modeladas da OIT).*

Comparação com países próximos

Entre os sete países de referência, o desemprego brasileiro (5,97%) é superior ao do Japão (2,451%), Coreia do Sul (2,683%), Alemanha (3,711%), EUA (4,198%), China (4,615%) e Reino Unido (4,746%), ficando abaixo apenas da França (7,542%) — diferença de 1,57 ponto. Na participação na força de trabalho o Brasil (63,139%) fica perto de China (64,551%), Coreia do Sul (64,351%) e Japão (63,448%), e acima de EUA (61,704%), Reino Unido (61,369%), Alemanha (60,571%) e França (55,346%). Já na proporção de assalariados a distância é grande: 69,7061% contra 93,9262% dos EUA e 91,8508% da Alemanha, embora acima da China (62,332%). Na razão feminino/masculino, os 72,7958% do Brasil são os mais baixos entre os oito países citados aqui — 14,61 pontos abaixo do Reino Unido (87,4032%) e 11,88 pontos abaixo da China (84,6774%). No emprego industrial, 20,2131% ficam acima do Reino Unido (15,9141%) e dos EUA (18,9123%), e bem abaixo da China (31,7923%).

*Fonte: Banco Mundial, WDI — SL.UEM.TOTL.ZS, SL.TLF.CACT.ZS, SL.EMP.WORK.ZS, SL.TLF.CACT.FM.ZS, SL.IND.EMPL.ZS.*

Como ler estes números

Os cinco indicadores são estimativas modeladas da OIT, publicadas pelo Banco Mundial, e por isso podem não coincidir com os números divulgados pelos institutos nacionais de estatística. O desemprego considera apenas quem não tem trabalho, está disponível e procurou ocupação; quem desistiu de procurar ou trabalha menos horas do que gostaria tende a ficar de fora. A taxa de participação usa como denominador a população de 15 anos ou mais, de modo que a estrutura etária pesa no resultado. A proporção de assalariados descreve a forma de vínculo — quem trabalha empregado, e não por conta própria ou como trabalhador familiar — e não diz nada sobre o nível de remuneração; apesar do tema desta seção do site, não há aqui nenhum indicador de valor de salário. A razão feminino/masculino é um quociente entre duas taxas de participação, não a taxa feminina em si, e não capta diferenças de jornada, tipo de contrato ou rendimento. A atualização é anual e o ano mais recente é estimado, o que recomenda cautela com diferenças pequenas, da ordem de décimos de ponto.

*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators — notas metodológicas das séries citadas (estimativas modeladas da OIT).*

Taxa de desemprego no mapa e em gráficos

Mapa-múndi de Taxa de desemprego
Mapa-múndi: Taxa de desemprego (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)
PosiçãoPaís / território%
1Catar0.13
2Camboja0.26
3Níger0.39
4Tailândia0.78
5Burundi0.92
107Bélgica5.91
108Zâmbia5.92
109Brasil5.97
110Eritreia5.98
111Porto Rico5.99
185Djibuti26.02
186África do Sul32.39
187Essuatíni34.2

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No topo da tabela estão Catar (0,13%), Camboja (0,263%) e Níger (0,394%); na base, Essuatíni (34,202%), África do Sul (32,391%) e Djibuti (26,015%). O Brasil, com 5,97%, fica na metade da lista.

Taxa de desemprego: topo, base e Brasil1Catar0.132Camboja0.263Níger0.394Tailândia0.785Burundi0.92107Bélgica5.91108Zâmbia5.92109Brasil5.97110Eritreia5.98111Porto Rico5.99185Djibuti26.02186África do Sul32.39187Essuatíni34.2%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Taxa de desemprego14.911.88.75.52.42014201620182020202220242025BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A linha do Brasil sobe de 6,755% em 2014 até 13,697% em 2020 e depois desce até 5,97%. As barras mostram uma amplitude grande entre extremos: 34,07 pontos separam Essuatíni do Catar.

Comparar países

Taxa de atividade

Mapa-múndi de Taxa de atividade
Mapa-múndi: Taxa de atividade (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)

O topo reúne Catar (87,013%), Madagascar (85,495%) e Ilhas Salomão (84,296%); na base aparecem São Tomé e Príncipe (23,342%), Djibuti (31,744%) e Iêmen (33,103%). O Brasil fica acima do meio da tabela.

Taxa de atividade: topo, base e Brasil1Catar87.012Madagascar85.53Ilhas Salomão84.34Tanzânia83.725Nigéria82.5281Colômbia63.482Azerbaijão63.2983Brasil63.1484Lituânia62.9285Bielorrússia62.75185Iêmen33.1186Djibuti31.74187São Tomé e Príncipe23.34%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Taxa de atividade70.967.764.661.558.42014201620182020202220242025BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A série brasileira cai de 64,887% em 2019 para 60,479% em 2020 e recupera até 63,139%, ainda abaixo dos 64,039% de 2014. Entre o primeiro e o último colocado há mais de 63 pontos de distância.

Trabalhadores por conta de outrem (% do emprego)

Mapa-múndi de Trabalhadores por conta de outrem (% do emprego)
Mapa-múndi: Trabalhadores por conta de outrem (% do emprego) (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)
PosiçãoPaís / território%
1Catar99.17
2Barein97.56
3Kuwait96.84
4Noruega95.13
5Omã95.04
86Argélia69.8
87Essuatíni69.78
88Brasil69.71
89Grécia69.54
90Quirguistão69.5
185Serra Leoa11.19
186Níger10.52
187Chade8.44

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Catar (99,1678%), Barein (97,5593%) e Kuwait (96,8392%) lideram; Chade (8,4389%), Níger (10,5221%) e Serra Leoa (11,1923%) fecham a lista. O Brasil está na metade superior, mas longe de EUA (93,9262%).

Trabalhadores por conta de outrem (% do emprego): topo, base e Brasil1Catar99.172Barein97.563Kuwait96.844Noruega95.135Omã95.0486Argélia69.887Essuatíni69.7888Brasil69.7189Grécia69.5490Quirguistão69.5185Serra Leoa11.19186Níger10.52187Chade8.44%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Trabalhadores por conta de outrem (% do emprego)98.986.173.360.647.82014201620182020202220242025BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A linha brasileira recua de 70,6381% em 2014 até 66,4828% em 2021 e volta a 69,7061%. As barras vão de 8,4389% a 99,1678%, um dos maiores intervalos entre os cinco indicadores.

Rácio mulheres/homens na taxa de atividade

Mapa-múndi de Rácio mulheres/homens na taxa de atividade
Mapa-múndi: Rácio mulheres/homens na taxa de atividade (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)
PosiçãoPaís / território%
1Burundi103.28
2Moldávia100.12
3Benin96.91
4Togo95.93
5Moçambique95.74
118Armênia73.44
119Argentina73.22
120Brasil72.8
121Paraguai72.31
122Lesoto71.87
185Iraque15.07
186Iêmen7.62
187Afeganistão7.29

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No alto estão Burundi (103,2831%), Moldávia (100,1232%) e Benin (96,9133%); na base, Afeganistão (7,2907%), Iêmen (7,6157%) e Iraque (15,0691%). O Brasil está na metade inferior da tabela.

Rácio mulheres/homens na taxa de atividade: topo, base e Brasil1Burundi103.282Moldávia100.123Benin96.914Togo95.935Moçambique95.74118Armênia73.44119Argentina73.22120Brasil72.8121Paraguai72.31122Lesoto71.87185Iraque15.07186Iêmen7.62187Afeganistão7.29%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Rácio mulheres/homens na taxa de atividade86.781.476.170.865.42014201620182020202220242025BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A série brasileira sobe de 69,4913% em 2014 para 72,7958%, o maior avanço entre os cinco indicadores. Ainda assim, o Reino Unido (87,4032%) está 14,61 pontos à frente.

Emprego na indústria

Mapa-múndi de Emprego na indústria
Mapa-múndi: Emprego na indústria (2025). Quanto mais escuro, maior o valor. O contorno laranja é Brasil. Fonte World Bank (WDI)
PosiçãoPaís / território%
1Omã39.44
2Catar38.02
3Barein34.91
4Tchéquia34.89
5Vietnã34.83
75Maurício20.62
76Brunei20.39
77Brasil20.21
78Líbano20.12
79Colômbia20
185Timor-Leste3.8
186Burundi3.1
187Sudão do Sul1.67

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Omã (39,4354%), Catar (38,02%) e Barein (34,9062%) encabeçam a lista; Sudão do Sul (1,672%), Burundi (3,1033%) e Timor-Leste (3,8042%) a encerram. O Brasil fica um pouco acima do meio.

Emprego na indústria: topo, base e Brasil1Omã39.442Catar38.023Barein34.914Tchéquia34.895Vietnã34.8375Maurício20.6276Brunei20.3977Brasil20.2178Líbano20.1279Colômbia20185Timor-Leste3.8186Burundi3.1187Sudão do Sul1.67%
Os 5 primeiros, os vizinhos de Brasil e os 3 últimos (2025). O número à esquerda da barra é a posição. Fonte World Bank (WDI)
Evolução de Emprego na indústria33.329.325.421.417.42014201620182020202220242025BrasilEUAChinaMundo%
Brasil diante das grandes economias e do mundo. Fonte World Bank (WDI)

A linha brasileira desce de 23,5736% em 2014 para 20,2131%, sem retomada visível. A China (31,7923%) está 11,58 pontos acima do Brasil, e o Reino Unido (15,9141%), 4,3 pontos abaixo.