O trabalho no mundo em cinco indicadores
Esta apresentação percorre cinco indicadores de trabalho publicados pelo Banco Mundial a partir de estimativas modeladas da OIT. Cada quadro mostra o ranking dos países, o valor e a posição do Brasil e a linha de evolução desde 2014. Os dados vêm todos da mesma base do World Development Indicators.
| Unemployment rate | 109 | Brasil: 5,97% de desemprego, 109º entre 187 países |
| Labour force participation rate | 83 | Brasil: 63,139% de participação na força de trabalho, 83º entre 187 países |
| Wage and salaried workers | 88 | Brasil: 69,7061% de assalariados no total de ocupados, 88º entre 187 países |
| Female-to-male participation ratio | 120 | Brasil: razão de participação feminina/masculina de 72,7958%, 120º entre 187 países |
| Employment in industry | 77 | Brasil: 20,2131% do emprego na indústria, 77º entre 187 países |
Em cada quadro, leia primeiro a posição do Brasil e depois compare com o valor mundial mostrado ao lado. Não compare valores entre quadros diferentes: as unidades medem coisas distintas e o sentido do ranking muda — no desemprego a 1ª posição é o menor valor, nos demais é o maior.
Pontos principais
O Brasil ocupa hoje uma posição intermediária no conjunto dos cinco indicadores de trabalho reunidos aqui. A taxa de desemprego é de 5,97%, o que coloca o país na 109ª posição entre 187 países — abaixo do valor mundial de 4,791%, ou seja, com desemprego superior à média global. A taxa de participação na força de trabalho, 63,139%, fica na 83ª posição e supera o valor mundial de 60,9793%; a proporção de assalariados, 69,7061%, ocupa a 88ª posição e está bem acima do valor mundial de 53,5899%. Os dois indicadores restantes ficam mais atrás: a razão de participação feminina em relação à masculina é de 72,7958% (120ª posição) e o emprego na indústria, 20,2131%, ocupa a 77ª posição, abaixo do valor mundial de 23,661%.
*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators (estimativas modeladas da OIT).*
O valor mais recente do indicador central
O indicador que abre esta edição é a taxa de desemprego. No Brasil ela é de 5,97% em 2025, o que corresponde à 109ª posição entre 187 países. Vale notar que, neste indicador, a ordem do ranking vai do menor para o maior valor: a 1ª posição é do país com menos desemprego. O valor mundial é de 4,791%, portanto o número brasileiro está cerca de 1,18 ponto percentual acima dele.
*Fonte: Banco Mundial — "Unemployment, total (% of total labor force) (modeled ILO estimate)", SL.UEM.TOTL.ZS.*
Quem está no topo e quem está na base
No topo da lista de menor desemprego aparecem Catar (0,13%), Camboja (0,263%), Níger (0,394%), Tailândia (0,781%) e Burundi (0,922%) — uma mistura de países exportadores de petróleo e países de renda baixa, o que sugere que a forma de medir o desemprego e o peso da ocupação informal influenciam o resultado. Na outra ponta estão Essuatíni (34,202%), África do Sul (32,391%), Djibuti (26,015%), Botsuana (24,477%) e Palestina (24,42%), com forte concentração na África Austral. O Brasil, com 5,97%, está mais próximo do meio da tabela: são 5,84 pontos acima do Catar e 28,23 pontos abaixo de Essuatíni.
*Fonte: Banco Mundial — SL.UEM.TOTL.ZS (estimativa modelada da OIT).*
Como mudou nesta última década
A taxa de desemprego brasileira era de 6,755% em 2014, subiu até 13,697% em 2020 e recuou para 5,97% em 2025 — uma queda de 7,73 pontos desde o pico e de 0,785 ponto em relação a 2014. A participação na força de trabalho foi de 64,039% em 2014 a 60,479% em 2020 e voltou a 63,139% em 2025, ainda 0,9 ponto abaixo do início da série. A proporção de assalariados caiu de 70,6381% para 66,4828% em 2021 e recuperou-se para 69,7061%. A razão feminino/masculino subiu de 69,4913% para 72,7958% (3,3 pontos), o maior avanço entre os cinco. Já o emprego na indústria recuou de 23,5736% para 20,2131%, uma perda de 3,36 pontos, sem retomada visível na série.
*Fonte: Banco Mundial, WDI — séries 2014–2025 dos cinco indicadores (estimativas modeladas da OIT).*
Comparação com países próximos
Entre os sete países de referência, o desemprego brasileiro (5,97%) é superior ao do Japão (2,451%), Coreia do Sul (2,683%), Alemanha (3,711%), EUA (4,198%), China (4,615%) e Reino Unido (4,746%), ficando abaixo apenas da França (7,542%) — diferença de 1,57 ponto. Na participação na força de trabalho o Brasil (63,139%) fica perto de China (64,551%), Coreia do Sul (64,351%) e Japão (63,448%), e acima de EUA (61,704%), Reino Unido (61,369%), Alemanha (60,571%) e França (55,346%). Já na proporção de assalariados a distância é grande: 69,7061% contra 93,9262% dos EUA e 91,8508% da Alemanha, embora acima da China (62,332%). Na razão feminino/masculino, os 72,7958% do Brasil são os mais baixos entre os oito países citados aqui — 14,61 pontos abaixo do Reino Unido (87,4032%) e 11,88 pontos abaixo da China (84,6774%). No emprego industrial, 20,2131% ficam acima do Reino Unido (15,9141%) e dos EUA (18,9123%), e bem abaixo da China (31,7923%).
*Fonte: Banco Mundial, WDI — SL.UEM.TOTL.ZS, SL.TLF.CACT.ZS, SL.EMP.WORK.ZS, SL.TLF.CACT.FM.ZS, SL.IND.EMPL.ZS.*
Como ler estes números
Os cinco indicadores são estimativas modeladas da OIT, publicadas pelo Banco Mundial, e por isso podem não coincidir com os números divulgados pelos institutos nacionais de estatística. O desemprego considera apenas quem não tem trabalho, está disponível e procurou ocupação; quem desistiu de procurar ou trabalha menos horas do que gostaria tende a ficar de fora. A taxa de participação usa como denominador a população de 15 anos ou mais, de modo que a estrutura etária pesa no resultado. A proporção de assalariados descreve a forma de vínculo — quem trabalha empregado, e não por conta própria ou como trabalhador familiar — e não diz nada sobre o nível de remuneração; apesar do tema desta seção do site, não há aqui nenhum indicador de valor de salário. A razão feminino/masculino é um quociente entre duas taxas de participação, não a taxa feminina em si, e não capta diferenças de jornada, tipo de contrato ou rendimento. A atualização é anual e o ano mais recente é estimado, o que recomenda cautela com diferenças pequenas, da ordem de décimos de ponto.
*Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators — notas metodológicas das séries citadas (estimativas modeladas da OIT).*
Taxa de desemprego no mapa e em gráficos
No topo da tabela estão Catar (0,13%), Camboja (0,263%) e Níger (0,394%); na base, Essuatíni (34,202%), África do Sul (32,391%) e Djibuti (26,015%). O Brasil, com 5,97%, fica na metade da lista.
A linha do Brasil sobe de 6,755% em 2014 até 13,697% em 2020 e depois desce até 5,97%. As barras mostram uma amplitude grande entre extremos: 34,07 pontos separam Essuatíni do Catar.
Comparar países
Taxa de atividade
| Posição | País / território | % |
|---|---|---|
| 1 | Catar | 87.01 |
| 2 | Madagascar | 85.5 |
| 3 | Ilhas Salomão | 84.3 |
| 4 | Tanzânia | 83.72 |
| 5 | Nigéria | 82.52 |
| 81 | Colômbia | 63.4 |
| 82 | Azerbaijão | 63.29 |
| 83 | Brasil | 63.14 |
| 84 | Lituânia | 62.92 |
| 85 | Bielorrússia | 62.75 |
| 185 | Iêmen | 33.1 |
| 186 | Djibuti | 31.74 |
| 187 | São Tomé e Príncipe | 23.34 |
O topo reúne Catar (87,013%), Madagascar (85,495%) e Ilhas Salomão (84,296%); na base aparecem São Tomé e Príncipe (23,342%), Djibuti (31,744%) e Iêmen (33,103%). O Brasil fica acima do meio da tabela.
A série brasileira cai de 64,887% em 2019 para 60,479% em 2020 e recupera até 63,139%, ainda abaixo dos 64,039% de 2014. Entre o primeiro e o último colocado há mais de 63 pontos de distância.
Trabalhadores por conta de outrem (% do emprego)
Catar (99,1678%), Barein (97,5593%) e Kuwait (96,8392%) lideram; Chade (8,4389%), Níger (10,5221%) e Serra Leoa (11,1923%) fecham a lista. O Brasil está na metade superior, mas longe de EUA (93,9262%).
A linha brasileira recua de 70,6381% em 2014 até 66,4828% em 2021 e volta a 69,7061%. As barras vão de 8,4389% a 99,1678%, um dos maiores intervalos entre os cinco indicadores.
Rácio mulheres/homens na taxa de atividade
No alto estão Burundi (103,2831%), Moldávia (100,1232%) e Benin (96,9133%); na base, Afeganistão (7,2907%), Iêmen (7,6157%) e Iraque (15,0691%). O Brasil está na metade inferior da tabela.
A série brasileira sobe de 69,4913% em 2014 para 72,7958%, o maior avanço entre os cinco indicadores. Ainda assim, o Reino Unido (87,4032%) está 14,61 pontos à frente.
Emprego na indústria
Omã (39,4354%), Catar (38,02%) e Barein (34,9062%) encabeçam a lista; Sudão do Sul (1,672%), Burundi (3,1033%) e Timor-Leste (3,8042%) a encerram. O Brasil fica um pouco acima do meio.
A linha brasileira desce de 23,5736% em 2014 para 20,2131%, sem retomada visível. A China (31,7923%) está 11,58 pontos acima do Brasil, e o Reino Unido (15,9141%), 4,3 pontos abaixo.